Consumo passivo disfarçado de facilidade tecnológica

Há tempos venho refletindo sobre os nossos novos hábitos de consumo. Nesse último domingo, pela manhã, cheguei a uma conclusão: estamos sendo ludibriados e mimados pelos meios de comunicação e publicidade. Eu sei, não cheguei a uma conclusão extraordinária! Todos, ou pelo menos uma boa parte de nós, sabemos disso. Porém, a pergunta é: Você consegue perceber o seu consumo passivo disfarçado de tecnologia, automação, facilidade para “vidas corridas“?

Laura Bonet

Recebemos emails, com ofertas, promoções, novidades… Publicidades pulam em nossas telas enquanto rolamos a barra lateral do querido feed de notícias em nossas redes sociais, em sites que visitamos, em blogs… Temos 5 segundos obrigatórios de atração visual para uma marca, um produto, um serviço, enquanto somos impedidos de clicar no botãozinho lateral do vídeo para pular propaganda, entre muitos outros meios que encontram para nos captar passivamente. Sem contar com conteúdos publicitários diluídos, que consumimos como água pura, em notícias, artigos e matérias jornalísticas. Não estão errados, estão fazendo o seu trabalho, e diga-se de passagem estão fazendo tão bem, que na correria do dia a dia, nem percebemos essa intromissão altamente influenciadora, em nossas vidas e mentes.

Comprar, quem não gosta de comprar? Consumir? Ter?

Todos nós, afinal, estamos inseridos em um mundo capitalista, onde posses e dinheiro falam mais alto do que a vida e o meio ambiente!

Porém, a minha crítica e reflexão é sobre como estamos perdendo o controle de nossas vidas.

É sobre como as facilidades que a tecnologia nos proporciona estão roubando nosso poder de escolha. É sobre viver a vida passivamente. Consumir passivamente. Estamos perdendo nosso precioso tempo rindo de indiretas, piadinhas, vídeos engraçados, bullying… Estamos nos transformando em filósofos do copia e cola. Estamos nos sujeitando a sermos pessoas rasas. Tudo isso através do simples e muitas vezes invisível, consumo passivo, que nos entrega de bandeja o que ler, o que ver, o que falar, o que pensar, através de discursos montados em dualidades que só disseminam falta de respeito e intolerância com opiniões alheias.

Nesse último domingo, eu refleti e cheguei a conclusão de que quero manter minha vida sob MEU controle! Isso não significa que não serei mais influenciada pela mídia, pela publicidade, pelo estilo de vida capitalista, porém, pretendo pelo menos estar em sã consciência enquanto isso estiver acontecendo.

*Ilustração Paula Bonet.

 

 

 

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