Quando me vi apaixonada, pelas pessoas!

Comecei a cursar uma graduação quando, estatisticamente, deveria estar finalizando-a. Sempre fui confusa quanto ao curso que escolheria para ser o norte do meu futuro. Sempre gostei de tudo. Sempre fui aberta à gostar e aprender de tudo, pelo menos, um pouco. Ao começar a cursar Jornalismo, muitos me indagaram: Como você vai ser jornalista morando no interior? Você já viu a estimativa de salário para um jornalista? Mas precisa estudar para ser jornalista? Entre muitos outros blá blá blá’s e mimimi’s alheios…

Larguei uma, singela, estabilidade financeira e voltei a ser dependente. Mas ao contrário do que seria um retrocesso, me agarrei à coisas e detalhes muito mais valiosos e evolutivos do que dinheiro.

Ilustração por Geraldine Sy
Ilustração por Geraldine Sy

Me agarrei a possibilidade de autoconhecimento para somente depois da tentativa de me entender, passar a desbravar, mesmo que somente com o olhar, ou com um simples diálogo virtual ou pessoal, a alma e a história das pessoas.

Foi quando me vi simplesmente apaixonada, pelas pessoas ao meu redor, as que eu já conhecia, até então superficialmente, de longa data, as que eu estava conhecendo através da rotina diária acadêmica, as que eu estava prestes a conhecer. Me dei permissão para conhecer pessoas novas e aprender e me complementar com elas. Percebi que somos todos um só. Cada um com suas particularidades e defeitos, qualidades e talentos únicos. Cada um tão, humano!

 

Senti e sinto frequentemente uma necessidade de me comunicar com recém conhecidos, sem segundas intenções, sem flertes, mas sim de uma maneira madura, humana, extraindo suas ideias mais profundas, conhecendo o âmago de suas palavras, de suas histórias, de suas canções, de seus acordes, de suas rimas e poemas, de seus textos. 

E acho que devo isso ao jornalismo sim, que tem me proporcionado essa aventura de entrar na vida das pessoas, mesmo que silenciosamente, me permitindo transformar suas histórias em reflexões. Tornando-as inspirações. E, diga-se de passagem, como o ser humano pode ser inspirador!

Preciso estar constantemente, os retirando da minha concepção rasa, pois sinto necessidade de me aprofundar nelas como se fossem um oceano de possibilidades. E descobri que realmente, são.

{Agradeço não somente ao jornalismo, mas principalmente as pessoas, amigos e conhecidos, ou recém conhecidos, que me permitem entrar em suas vidas. Vocês são apaixonantes… e ouso ainda dizer que, a paixão é o combustível de nossas vidas!}

***ILUSTRAÇÃO POR GERALDINE SY.

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