Falta calma… na alma & nas relações humanas

Arrisco dizer que a solução para 99% de problemas e discussões está na calma. Esse ato que parece estar perdido em algum lugar, entre a correria da rotina diária e o desamor.

Minha avó paterna sempre dizia à minha mãe: “Calma! Quando um está nervoso o outro precisa estar calmo e vice-versa”. Ensinamentos desse porte não são fáceis de se colocar em prática como são teorizados. Mas pensa bem: Duas pessoas nervosas conseguem chegar à um entendimento? O equilíbrio é sim, a base de tudo!

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Ter calma é saber ouvir atentamente o que o outro fala sem interrompê-lo, absorver suas palavras, compreender e mais do que isso, engolir o ego, estancar as próprias feridas nem que seja por um breve momento e se colocar no lugar (de verdade) do outro. Depois de tudo isso, aí sim é hora de abrir a boca, mas somente se for para dizer algo que ajude a solidificar aquela alma que mesmo desmoronando, se abriu à você. Caso contrário, se o que você está pensando em dizer ou fazer só irá piorar a situação, é melhor só ouvir. Guarde os seus problemas para uma outra ocasião. Uma em que será a sua vez de ser essa tal alma desmoronando à procura de um bom e calmo ouvinte. Muitas vezes o emissor quer somente falar e ter alguém que o ouça, só para que ele não se sinta um louco por ficar falando sozinho no quarto. E nem sufocado por  precisar engolir seus próprios problemas sem externalizá-los de alguma forma.

Conheci e trabalhei com uma pessoa que sempre dizia: “A paciência nos leva à consciência”. E tá aí, mais uma das frases que ouço e guardo comigo, por acreditar serem verdade. Uma mente em conflito, imatura, egocêntrica e impaciente não consegue agir de forma consciente. Falta calma nessa alma para entender que todo mundo tem problemas e que estamos em um mundo doente que carece de compreensão. Aliás, compreensão deve ser uma possível cura para os males do mundo. Mas só quem consegue ver uma situação com calma e paciência, de forma madura, é que consegue chegar à ela.

Acrescento que além de estar faltando calma em nossa geração que sofre de ansiedade e outras síndromes ocasionadas pela “modernidade”, têm faltado muito o puro e simples diálogo. Pode até  ser que conscientemente o diálogo venha em primeiro lugar, mas um diálogo sem calma certamente se desdobrará em apenas discussão e briga, sem um pingo de compreensão. Compreender o outro é se despir de conceitos pré concebidos e muitas vezes se despir da própria personalidade, ceder mais do que receber atenção, e vestir-se de calma! É difícil, eu sei, mas é preciso.


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